6 de jun de 2015

Mutilação genital feminina é proibida na Nigéria e reflexões

Por Thaís Rosa

NIGÉRIA - Na última semana de sua presidência, Goodluck Jonathan aprovou uma lei que proíbe a mutilação genital feminina. Essa prática costuma ser feita até os 15 anos da mulher, e trata-se da remoção parcial ou total da genitália feminina com o intuito de impedir que a mulher sinta prazer. Muitas vezes essa atividade é feita com facas, tesouras, lâminas e até cacos de vidro, em situações de higiene precária e sem anestesia.
A questão tem sido debatida há anos, contando com a defesa de ativistas e defensores dos direitos humanos que pressionavam o governo para aprovação de uma lei dessa espécie. Segundo o All Africa, portal eletrônico de notícias predominantemente africanas, a esperança é de que a lei faça com que os nigerianos compreendam que “práticas culturais e religiosas também devem se sujeitar aos direitos humanos”. A lei também proíbe o abandono de mulher, filhos e outros dependentes que não tenham condições de se sustentar sozinhos.


~.~.~.~.~


Em alguns meses a Lei das Cotas completa 3 anos, porém não há calouros pretos em 6 dos 10 cursos mais concorridos da Fuvest 2015.
Em abril de 2014 a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo publicou uma nota em defesa da dignidade, da cidadania e da segurança dos homossexuais, mas pouco mais de um ano depois o principal auxiliar do papa disse que a aprovação do casamento gay na Irlanda “não foi uma derrota para os princípios cristãos, foi uma derrota para a humanidade”.
As mulheres estão legalmente em pé de igualdade com os homens, inclusive no quesito profissional, mas ainda recebem aproximadamente 30% menos para desempenhar as mesmas funções.
Uma lei que proíbe a mutilação genital feminina foi aprovada na Nigéria, mas ainda há 26 nações só na África onde esse tipo de prática é legal.


Muitas conquistas foram feitas na nossa sociedade, mas ainda estamos distantes da igualdade, da justiça, do verdadeiro respeito.
E será que um dia não estaremos?
Não sei.
O que sei é que ainda não é o tempo de se calar.




0 interações:

Postar um comentário