1 de dez de 2012

Programas populares e a reduçao da maioridade penal



A redução da maioridade penal é amplamente discutida quando ocorrem crimes de repercussão nacional. Contudo, programas populares, que destacam a violência dentre os conteúdos veiculados, promovem continuamente uma campanha sutil a favor da redução da maioridade penal.

No Brasil, a rede de televisão Record possui em sua grade programas regionais populares que seguem padrão do Balanço Geral, que vai ao ar em vários estados no horário do almoço e tem grande audiência entre as classes C e D. O destaque para a criminalidade é ressaltada pela linguagem baixa e agressiva. O resultado é a exposição de jovens e adultos e a degradação da dignidade humana em prol de audiência.

23 de set de 2012

Impressões sobre a primeira reunião do ciclo de debates "Observatórios de Mídia"

por Matheus Sette


O SOS Imprensa retomou suas atividades abertas na última sexta-feira (21). Após longo período de reestruturação, o retorno das discussões abertas trouxe novidade recente: a divisão dos assuntos debatidos em eixos mensais. O tema trazido pela dupla encarregada no mês atual é uma reflexão, urgente, sobre a atuação do projeto como observatório de mídia.

O texto em pauta, Crítica da mídia: da resistência civil ao desenvolvimento humano, de Luiz Gonzaga Motta, baseou o debate sobre o surgimento dos observatórios de mídia no Brasil e sua ascensão como expressão de cidadania e exercício democrático. O artigo também trata da importância da crítica da mídia como resistência aos abusos do centralismo da indústria cultural e informativa.

19 de set de 2012


SOS Imprensa após reestruturação – dinâmica e expectativas 

por Laís Lara e Johnatan Reis 


Durante três meses o SOS se preparou para a volta às aulas a fim de reiniciar as atividades com um planejamento definido. E retomamos nossas reuniões com uma novidade: os ciclos. O primeiro terá início na próxima sexta, 21 de setembro. Pretendemos fomentar discussões temáticas estendidas por mais de um encontro. Com essa dinâmica, desenvolveremos não apenas um canal de trocas de ideias, mas uma oportunidade de construção de conhecimento em conjunto. 
foto: divulgação

Abertos ao público, cada ciclo se compõe por três encontros, todos nas sextas-feiras, às 12h, na sala 2 da FAC. Com a presença de convidados e parcerias de outros projetos, cada ciclo somente alcançará o objetivo planejado caso os presentes na sala se sintam à vontade para participar dos debates, das dinâmicas e das atividades propostas. 

O primeiro tema de discussão é uma metáfora ao próprio trabalho desenvolvido pelo SOS: Observatórios de Mídia. Na próxima sexta, pretende-se conhecer o que e quais são as atividades dos grupos que desenvolvem esse trabalho, além de iniciar um debate sobre a atuação e as consequências dessa iniciativa na sociedade, sempre sob a ótica da ética na comunicação. 

Vale lembrar: a presença ou falta em um dos dias não obriga (e tampouco proíbe) a participação em outra sexta. Afinal, quem visita um dos encontros semanais do SOS o faz não por obrigação, mas por apreço a momentos que unem o conhecimento acadêmico ao cotidiano, em outras palavras, a momentos de extensão universitária.

20 de jun de 2012

Experiência em produção audiovisual, mídia e educação na FAC/UnB: jornalismo e formação multidisciplina

Por Alzimar Ramalho

Trazemos para o Blog SOS Interativo, um relato de experiência muito produtiva e que aponta horizontes promissores. Como parte do estágio de pós-doutoramento, no segundo semestre letivo de 2011 assumi a turma B da disciplina “Introdução ao Jornalismo” na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, sob a supervisão da professora doutora Dione Moura. Pelo fato de ser uma cadeira que dispensa pré-requisito, além dos estudantes regularmente matriculados no curso de Jornalismo, que compõem a Turma A, recebemos estudantes de outros cursos, em atendimento ao regime didático-científico da instituição que, em seu artigo 89, determina que “o aluno de curso regular de graduação compõe o seu programa de estudos com disciplinas do Módulo Integrante e do Módulo Livre”, e o parágrafo 3º define: “As disciplinas do Módulo Livre são de livre escolha do aluno entre as disciplinas oferecidas pela Universidade e correspondem a 24 (vinte e quatro) créditos, pelo menos, para os cursos regulares de duração plena.” No presente artigo, pretendemos destacar também a inclusão da interface mídia-educação (BELLONI, 2005) no processo de ensino-aprendizagem, em diálogo com outras experiências que aliam mídia, educação e cidadania no contexto da Faculdade de Comunicação da UnB (MOURA et. alli.,2011).

Dos 31 alunos matriculados na Turma B (60 horas) apenas dois estavam matriculados em Jornalismo. Das outras áreas de Comunicação, eram dois de Publicidade e Propaganda, um de Audiovisual, cinco de Comunicação Organizacional e os demais oriundos dos cursos de Odontologia, Psicologia, Ciências Contábeis, Biblioteconomia, Filosofia, Letras, História, Pedagogia, Nutrição e Ciências da Computação.

Tal diversidade provocou o primeiro questionamento: por que escolheram o jornalismo, dentre os demais cursos oferecidos na UnB, para o cumprimento de créditos do módulo livre? As respostas surgiram já no primeiro contato, no momento das apresentações, e foram as mais variadas e inusitadas, como: 1) interesse por games e cultura pop, 2) escolha do jornalismo como primeira opção (sem ter alcançado índice no vestibular), 3) interesse pelas técnicas profissionais, a proximidade física da FAC com o local das duas aulas posteriores, 4) convite do colega que não queria frequentar sozinho, 5) falta de alternativa em outras cadeiras em função do horário disponível no curso de origem, 6) opção pelas disciplinas introdutórias no cumprimento dos créditos de módulo livre, 6) estar cursando jornalismo em outra instituição privada, 7) experiência anterior em rádio e construção de site e 8) interesse por fotografia.

17 de mai de 2012

A produção para além da rotina

Por Emily Almeida

Da escolha do assunto de uma matéria, até a apuração, a edição e a publicação desta, é necessário o cuidado do jornalista. Este deve traduzir na conduta profissional os princípios que norteiam a profissão, consciente de sua função, importância e responsabilidade social.  E entender de qual lugar parte na construção e afirmação de valores que importam à sociedade. Afinal, o produto do processo de produção não se esgota na reportagem em si.
O jornalista que parte de valores humanos se preocupa em pautar questões que sejam de interesse da sociedade no qual está inserido, retirando dela e para ela as questões de relevância. Percebe que pautar um assunto é mais que preencher a lacuna do jornal, mas é despertá-lo para uma discussão, de modo a possibilitar a construção de um debate.
E construir conhecimento pede uma apuração cautelosa. Cobrir qualquer fato exige que o jornalista se disponibilize para investigá-lo, retirar dali a mais completa informação possível, sempre em benefício da sociedade. Seja observando diretamente, dialogando com as fontes ou consultando arquivos, esses dados se constituem como informação quando o profissional os relaciona coerentemente, constrói um discurso. Esse cuidado de observar e preencher as lacunas da informação resulta do respeito do jornalista à sociedade.
Organizar os dados, torná-los coerentes e compreensíveis são parte da redação da informação. Nesta fase, a linguagem com que os dados coletados serão transmitidos será elaborada. E a linguagem é primordial para o modo como os leitores receberão a informação. Essa organização revela e contém a leitura que o jornalista faz dos fatos. Ao escolher quais informações colocar e como, o jornalista deve manter o respeito ao público, evitando interferências de relações comerciais ou interesses pessoais. Pois deve ter em mente que seu trabalho tem impacto sobre a formação de opinião do leitor.
A edição determina ao quê o veículo está a serviço. E, por vezes, a Imprensa não se posiciona em favor da cidadania. Nesta fase do processo, já começa a tomar forma elementos que estão além do trabalho individual do jornalista, mas que devem ser cautelosamente respaldados para que não interfiram na função primordial da reportagem, que é informar a sociedade. O momento em que, finalmente, o trabalho se põe ao alcance do leitor é em sua publicação. E essa fase não é isenta de atenção. Aqui, se discute principalmente a questão do acesso à informação e o espaço para a resposta do público perante o colocado.
A informação, afinal de contas, não estagna. Por isso, a discussão não para por aqui. Discutir como a rotina de produção jornalística vai além da reportagem, ou como a própria reportagem se emancipa desse processo é também uma maneira de buscar as possiblidades do fazer jornalístico dentro dos parâmetros éticos. O projeto SOS Imprensa visa por em questão esses e outros debates. Pensar em como a mídia pode e deve contribuir para a cidadania e também quando ocorre o contrário.

15 de mai de 2012

Classificação Indicativa, uma liberdade de escolha

Por Luana Luizy

Entende-se por classificação indicativa conjunto de informações sobre o conteúdo das obras audiovisuais e diversões públicas quanto à adequação de horário, local e faixa etária. Ela alerta os pais ou responsáveis sobre a programação adequada à idade de crianças e adolescentes.

O SOS imprensa realizou debate sobre a classificação indicativa com seus participantes. Na discussão os integrantes puderam entender um pouco sobre o que é a classificação e como é feita.


Para entender mais...


O Ministério da Justiça lançou no dia (19) de março a campanha Não se Engane - tem coisas que seu filho não está preparado para ver com objetivo de alertar os pais sobre a influencia que as obras audiovisuais podem ter na formação de crianças e informá-los sobre a Classificação Indicativa como forma de selecionar os programas que os filhos assistem.  


 

21 de abr de 2012

Olhar estrangeiro

Por Camila Curado

Na última sexta-feira (20), a reunião do SOS Imprensa apresentou o documentário Olhar Estrangeiro, filme dirigido em 2006 por Lúcia Murat a partir da adaptação do livro O Brasil dos Gringos. Olhar Estrangeiro trata da imagem brasileira no exterior. Por meio dele, é possível perceber que o país ainda é visto como um cenário ideal para a construção de fantasias, idealizadas a partir da realidade local, que os estrangeiros claramente desconhecem.


Lúcia Murat entrevistou atores e diretores que trabalharam em filmes com enredos que se passam no Brasil. Mesmo nas obras feitas por aqui, a maioria deles demonstrou não ter nenhum tipo de conhecimento sobre o país. A partir disto, a imagem nacional é retratada de forma errônea, o que ajuda a disseminar no exterior estereótipos que não correspondem a realidade do povo brasileiro. Assim, os estrangeiros que chegam por aqui têm a impressão de que o Brasil é uma nação de pessoas primitivas, selvagens e entregues ao erotismo.




Assista aqui ao trailer do documentário!

10 de abr de 2012

Mensagens indesejáveis

Por Rosângela Rocha

Para mim, computador é essencialmente um instrumento de trabalho. Por isso, ando preocupada com os e-mails que diariamente aparecem na minha caixa de correio. Como o volume aumenta incessantemente, cada vez perco mais tempo na seleção. É a velha história de separar o joio do trigo.

O inimigo persegue-me diretamente, surgindo não sei de onde para aborrecer-me. Antes de apagar, leio rapidamente a mensagem. Dependendo do conteúdo, emoções negativas instalam-se imediatamente, como perigosas invasoras. Sempre que isso ocorre, sinto-me irritada e às vezes um tanto ofendida.

Divido essas mensagens em duas categorias principais: as que pretendem animar-nos com conteúdos religiosos, de autoajuda e/ou melosos (por exemplo, orações intermináveis, flores que se abrem lentamente, geralmente ao som de música, roubando vários minutos do nosso precioso tempo), e aquelas que, aparentemente, querem beneficiar-nos com avisos, informações e conselhos.

Manipulação no fotojornalismo: a criação do inexistente

Por Camila Curado

A palavra manipulação possui duas conotações distintas. Uma positiva, que se refere à atividade de fazer e construir algo com as mãos, e uma negativa, que significa truque e enganação. No fotojornalismo é prática antiética. Está previsto no Artigo 12 do Código de Ética do Jornalistas Brasileiros: “rejeitar alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade, sempre informando ao público o eventual uso de recursos de fotomontagem, edição de imagem, reconstituição de áudio ou quaisquer outras manipulações”.

A busca pelo furo fotográfico, isto é, pelo flagra – captura de uma cena inédita -, agregada à velocidade das informações e à disputa entre fotojornalistas, gera uma grande pressão para o profissional. Isso impede uma reflexão sobre a fotografia e limita o espaço de se pensar acerca da melhor maneira de transmitir determinada mensagem.

5 de abr de 2012

Pesquisa sobre o conteúdo da Bus Tv

Por Johnatan Reis

A cada coisa seu tempo e seu lugar. Ao menos assim era o pensamento da sociedade há algum tempo. Hoje, em contrapartida, ocorre o inverso. A cada coisa todos os lugares em todos os tempos. É a marca dos tempos atuais, conhecido como Pós- Modernidade ou Modernidade Líquida, como diz Bauman.

É nesse contexto que se insere a experiência de televisores nos transportes públicos do Distrito Federal. A chamada Bus Tv leva aos usuários desse transporte, nos horários improdutivos ou mortos, informações. Mas que conteúdo é esse, qual é a seleção desse material, qual é o tratamento recebido e como isso impacta o indivíduo. A receptividade quando em momentos de ócio é diferente. E por fim, qual é a relação do público com essa iniciativa, uma vez que não há para onde fugir, quando a informação está posta e o consumo é obrigatório.

3 de abr de 2012

Manipulação no fotojornalismo

Por Camila Curado

A manipulação na fotografia não é uma novidade que nasceu com a tecnologia digital. Desde a fotografia analógica, o recurso de modificar uma foto retirando ou inserindo algum elemento da imagem é utilizado. O primeiro registro de montagem na fotografia é dado de 1840 e foi muito utilizado como parte da estética dos movimentos do construtivismo russo e do surrealismo. O advento da fotografia digital facilitou o uso dessa ferramenta, tornando-a cada vez mais sutil e comum.

Modificações nos elementos da fotografia podem fazer parte da estética. Contudo, em uma situação onde a informação é o que interessa, a montagem é motivo de muitos questionamentos. Talvez a alteração da cor do céu em uma cena de incêndio ou a retirada de papéis picados do rosto do presidente pareçam não alterar o conteúdo da imagem. Mas seriam modificações necessárias? No contexto em que a fotografia vincula uma notícia, uma manipulação no seu conteúdo, por menor que seja, trás alguma relevância? Até que ponto isso é prejudicial?

27 de mar de 2012

O papel preventivo da imprensa

Por Luiz Martins da Silva

Atribui-se a editores ingleses a máxima “notícia é denúncia, o resto é secos e molhados”, lema por vezes convertido em “jornalismo é oposição, o resto é secos e molhados”. Numa democracia, porém, não faz sentido esperar que a imprensa faça oposição política e sim que seja o Quarto Poder na estruturação de uma sociedade democrática e plural.

Certa vez, ouvi de um dos editores do Washington Post: “Já dá muito trabalho fazer um jornalismo de qualidade. Imagine cuidar de políticas sociais”. Caberia ao jornalismo tão-somente o clássico papel de se ater aos fatos e nada mais além deles. E quando der opinião, deixar bastante claro para os leitores – e em local apropriado.

Seria demais, então, pedir do jornalismo um papel preventivo? Possivelmente, não. Afinal, jornalistas – sobretudo, os pauteiros --, são muito afeitos ao calendário e às agendas: Ano Novo, Carnaval, Semana Santa, Dias das Mães, Dias dos Namorados, Semana da Pátria, Dia da Criança, Finados, Natal e... roda tudo de novo, mas também problemas que são recorrentes, como: enchentes, secas, incêndios, acidentes, tragédias, epidemias, endemias, pandemias etc. Em Brasília, por exemplo, qualquer repórter de cidade poderia registrar na sua agenda, a partir de junho: ‘verificar que providências foram tomadas para que o Parque Nacional da Água Mineral não pegue fogo’, como, aliás, acontece todos os anos. O mesmo vale para o Jardim Botânico, toda seca lambido pelas chamas, de ponta a ponta.

23 de mar de 2012

Recomeçando atividades

Por Camila Curado                                                                                                                                                                                                    
Caro internauta, é com satisfação que o SOS Interativo inicia as atividades do primeiro semestre de 2012. Semana passada, apresentamos o projeto, explicamos a função de cada eixo e demos boas vindas aos novos membros. Hoje, na segunda reunião do SOS Imprensa, tivemos a surpreendente visita de mais sete estudantes da Faculdade de Comunicação da UnB (FAC), interessados no projeto. O entusiasmo dos novos visitantes e, talvez, futuros participantes contribuiu para enriquecer os debates.

A partir desse semestre, o SOS Imprensa vai definir um tema por mês, que norteará as reuniões. Nos próximos encontros, iremos discutir sobre "Ética e imagem". Hoje, tivemos alguns vídeos de comerciais para assistir e debater sobre conteúdo. O primeiro analisado foi o polêmico comercial da União Europeia, lançado nesse mês:



13 de fev de 2012

Caso Eloá: a parcela de responsabilidade da mídia


Por Ramilla Rodrigues

Foto: Danilo Verpa/Folhapress
Entre os dias 13 e 17 de outubro de 2008, o Brasil parou em frente à TV para acompanhar o caso de cárcere privado mais longo da história de São Paulo. Eloá Cristina Pimentel, então com 15 anos, foi mantida por cerca de cem horas sob o domínio do ex-namorado, Lindemberg Alves, de 22 anos. Três amigos também foram mantidos sob o cárcere.

Durante esses dias, o que houve foi ampla espetacularização do caso. A mídia, que cobria noite e dia as negociações, transformavam as tardes brasileiras num espetáculo da vida real. Qual seria o episódio do dia?
Em uma negociação classificada por especialistas em segurança como desastrosa, uma das principais estratégias a serem utilizadas pela defesa de Lindemberg será o de atribuir uma parcela de culpa à polícia e à imprensa. A primeira por não ter conduzido as negociações de forma que Eloá não sofresse riscos e por permitir que uma das vítimas, já liberada, voltasse ao cativeiro. Já a imprensa por ter atrapalhado a negociação.

25 de jan de 2012

Seja a garota Cinderela. Seja feliz para sempre!, uma realização Revistas Teen

por Laís Lara
“Era uma vez uma menina muito sofrida, vestia trapos e chorava pelos cantos (...) quando um belo dia (...) apareceu a fada madrinha que a (...) transformou em uma princesa.  (...) Ao lado do lindo príncipe, Cinderela viveu feliz para sempre”. (trechos do conto A Gata Borralheira/ Cinderela, versão popular)
Imagem: Divulgação/Disney
Diversas meninas crescem escutando estórias de princesas e, de forma inconsciente, internalizam como sinônimo de felicidade o primeiro beijo de amor. Pouco antes de entrarem na adolescência, já não querem escutar os contos de fadas, mas não percebem que continuam a apreciá-los, porém em outra versão – a das revistas teen.  

Se em algumas publicidades há o apelo à sexualidade e ao retrato do feminino ideal, as revistas teen percorrem um caminho semelhante, afinal, são, provavelmente, uma preparação para o contato com as publicidades “de adulto”. É fato: nenhum meio de comunicação precisa impor os ideais feministas ou fazer deles a política editorial da publicação; contudo, não é necessário diminuir a capacidade feminina por submetê-la a um relacionamento amoroso. Há duas verdades que a mídia, em diversos momentos, não consegue unir: a mulher pode ser feliz COM ou SEM um companheiro.

23 de jan de 2012

A Internet contra-ataca

Por Ramilla Rodrigues

Imagem: Google
No dia 18 de janeiro, quem tentou acessar a Wikipedia, famosa enciclopédia virtual que funciona a partir da colaboração dos internautas, deparou-se com o bloqueio da página (ver imagem abaixo). Igualmente, a página principal do Google nos Estados Unidos apresentava uma tarja preta. Tudo isso foi uma forma de protesto, conhecido como blackout, contra os polêmicos projetos de lei Stop Online Piracy Act e Protect Intelectual Property Act, conhecidos respectivamente como SOPA e PIPA.

Os objetivos do SOPA e do PIPA dizem respeito à propriedade intelectual, de forma a penalizar sites por materiais postados pelos usuários. Assim, sites de busca, como Google, Bing e Yahoo podem ser responsabilizados caso mostrem como resultados de pesquisa conteúdo sem obtenção legal dos direitos autorais. As penas podem ser desde o bloqueio do site até a prisão dos proprietários por cinco anos. 

17 de jan de 2012

Big Brother e Redes Sociais: "o amor é lindo"


Por Davi de Castro

BBB prova o gosto amargo das mídias sociais
Não tem como fugir: estamos na era das mídias sociais. E estas têm consolidado de vez seu poderio. O mais recente embate comprovou isto. O Twitter, seus usuários e toda a repercussão que a rede proporciona mostrou para a colossal Rede Globo que, definitivamente, saímos da idade das trevas e da ignorância, na qual manipular, omitir e distorcer fatos era simples e fácil. Distante estão as décadas de 1960/70/80/90, em que a querida emissora reinava absoluta. Hoje, juntos, em um espaço democrático, as pessoas se mobilizam, discutem, manifestam, se informam, compartilham conhecimento, abrem os olhos – ou se alienam mais ainda, há quem possa argumentar. Fato é que a palavra final não é mais cativa à maior emissora do Brasil.

Acompanhando ou não o reality show mais falado (e odiado) do país, o Big Brother Brasil (BBB), uma notícia certamente deve ter chegado ao conhecimento de muitos: o suposto estupro ocorrido no programa no último domingo (15). As primeiras denúncias partiram do Twitter. Os fãs que acompanhavam o programa ao vivo pelo Pay Per View, no domingo de madrugada, ficaram perplexos ao ver cenas “quentes” protagonizadas pelos participantes Daniel e Monique. Isso porque enquanto Daniel se movimentava embaixo do edredom, a moça permanecia estática, dando a entender que não participava conscientemente do ato sexual. Não demorou para o fato pipocar na rede social, levantando debates acalorados de usuários denunciando um possível estupro e divulgando o vídeo de toda a cena. Logo a emissora solicitou a retirada dos vídeos no Youtube, mas de nada adiantou. Bloqueavam um, outros três vídeos eram postados – uma vez na rede, já era. Durante todo o dia, a hashtag #DanielExpulso encabeçou o ranking dos assuntos mais comentados no Twitter, os internautas exigiam uma atitude da produção.

11 de jan de 2012

Big Brother no ar e dinheiro no bolso


Por Ingridy Peixoto

Imagem: Divulgação/Tv Globo

Parece não ter mais volta. Espia lá e comenta aqui. Sim! Aqui na web. A estreia do principal reality show da maior emissora brasileira dá o que falar na Internet. As redes sociais concentram comentários sobre participantes, figurinos, acontecimentos e tudo o que envolve o programa.

Mas também há quem “xingue muito no Twitter” os que ousam falar sobre o Big Brother Brasil (BBB). Não faltam pessoas que critiquem o programa. É só colocar as três letrinhas na busca do microblog para que apareçam mensagens de fãs e dos detratores.

Às vezes parece até estar bem resolvido entre a classe média brasileira que o programa não é um dos que agrega muito à cultura de quem o assiste, especialmente quando até o pai do diretor dá isso a entender em rede nacional, em frente ao apresentador do reality, e no lugar de constrangimento são ouvidos aplausos e risadas (vide aqui).

Se é assim tão ruim como o BBB está na sua 12ª edição? O programa tão mal falado é um dos que mais fatura na televisão brasileira. A edição do ano passado chegou a esgotar as cotas de merchandising e faturou cerca de R$ 400 milhões, de acordo com o portal R7. Mensagens de texto, telefonemas, produtos da marca BBB e, principalmente, publicidade de patrocinadores... a Rede Globo consegue arrecadar o valor do prêmio do último “guerreiro” num piscar de olhos.

4 de jan de 2012

Ai, se eu te pego, Época

Por Camila Curado

Foto: Divulgação/Época
Este é o primeiro texto do blog SOS Interativo no ano de 2012. Diante da responsabilidade de escrevê-lo e na minha situação de férias, comecei a procurar por um tema que se encaixasse nesses parâmetros. Algo que fosse de meu interesse e se apresentasse adequado para iniciar o ano no blog. Veio a mim, a ideia de falar sobre o fim do mundo, clichê, mas completamente cabível. Mas não é algo que me pareça tão interessante. Então, nada melhor do que falar sobre as chuvas devastadoras que, pela terceira vez consecutiva (se já não se arrasta sequencialmente há mais tempo) vem abrindo mais um ano com tragédias e mortes. Por fim, nesta madrugada do dia 4, depois da enxurrada de críticas à matéria da revista Época, na qual traz na capa o cantor Michel Teló, ouço a música "Ai, se eu te pego" tocar na casa ao lado de onde eu estou. Já são quase quatro da manhã e, desde as três horas, a música não para de tocar.

E, então, eu me pergunto "por quê?". Coincidência? Provocação? Devemos admitir que o nome disso seja sucesso. E, antes que qualquer roqueiro ou apreciador de MPB venha se indignar, venho informar-lhes que este cantor paranaense não só se tornou a sensação de milhões de brasileiros, como também tem superado a banda Coldplay e a cantora Adele em países europeus como Espanha, Itália, Holanda e Bélgica com a canção "Ai se eu te pego", a qual é tratada pela revista Época como tradutora dos "valores da cultura popular para os brasileiros de todas as classes". Para muitos é difícil aceitar essa fama estrondosa, mas é um fato. Independente da qualidade musical da obra de Teló, houve uma grande aprovação por parte dos brasileiros, mais em algumas classes, menos em outras. As pessoas ouviram e gostaram. As mídias mais tradicionais reproduziram absurdamente esse hit e, então, tornou-se parte de nossas vidas.