24 de dez de 2011



Nota da SBPJor sobre o diploma de jornalismo

A SBPJor, Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, entende a formação universitária em nível de graduação, incluindo, nesta, o ensino, a pesquisa e a extensão, como elemento basilar do campo do jornalismo, cuja legitimação se estabelece por meio do reconhecimento legal do diploma como necessário para o exercício da profissão em suas mais diferentes instâncias.
Brasília, DF, 23 de dezembro de 2011

Dione Oliveira Moura
Em nome da diretoria da SPBJor

A responsabilidade de se posicionar

Por Paulo Júnior

O surgimento da internet como nova mídia comunicacional trouxe inúmeras expectativas quanto ao modelo que se estabeleceria em relação à produção e recepção de notícias a partir daquele momento.
Os portais dos grandes jornais permitiram, logo de início, que leitores comentassem as matérias online de forma instantânea, o que dava oportunidade para qualquer anônimo se expressar sobre as mesmas. Muito mais democrática que as tradicionais sessões de Cartas dos meios impressos, a página de comentários permitiu uma construção natural das discussões por meio da totalidade de opiniões, sem hierarquização de posicionamentos por parte do veículo que os hospeda¹.

16 de dez de 2011

Mundial de Clubes é exibido apenas em SP

Por Ramilla Rodrigues

Foto: AFP
O Campeonato Brasileiro acabou, mas quarta-feira teve futebol. Não às 22h como de praxe, mas às 8h da manhã. A disputa em questão faz parte de um campeonato ocorrido no Japão, que conta com os campeões regionais do mundo todo. Al Saad (Ásia); Auckland City (Oceania); Barcelona (Europa); Esperance (África); Kashiwa Reysol (representante do Japão);  Monterrey (América do Norte e Central) e Santos (América do Sul) competem pelo título de campeão mundial entre clubes.

15 de dez de 2011

Culpa da imprensa?

Por Brunna Ribeiro

No início do mês de dezembro mais um ministro do governo Dilma caiu. Carlos Lupi, ex-chefe da pasta de Trabalho, acusou a imprensa de ser uma das responsáveis por sua queda. Alegou "perseguição política e pessoal" como o motivo para deixar o cargo. Mas não é esse um dos papéis fundamentais que a mídia tem, o de agir em prol do cidadão? Defender os interesses do povo? Informar e noticiar os fatos públicos que atinjam de forma direta os eleitores?

Por mais que se questione a ética de certos veículos midiáticos, não se pode negar que, muitas vezes, são eles que apontam irregularidades no governo. O ex-ministro do Trabalho não foi o único a ser ‘vigiado’ pela imprensa. Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura, também deixou o cargo após denúncias dos jornais Folha de São Paulo e Correio Braziliense sobre irregularidades em seu governo. E a lista vai além, com outros cinco ministros que pediram demissão no primeiro ano do governo Dilma.

6 de dez de 2011

Adeus ao papel?

Por Ramilla Rodrigues
No Seminário Internacional dos Jornais, Earl Wilkinson, presidente da Inma (International Newsmedia Marketing Association), declarou que os jornais impressos terão hegemonia nos Estados Unidos de, no máximo, mais dez anos. Em países com nível considerável de analfabetismo e/ou com expansão da classe média, como Brasil e Índia, espera-se que a hegemonia do jornal impresso dure, pelo menos, 50 anos.

2 de dez de 2011

Belo Monte de interesses


Por Camila Curado

Imagine-se que, ao chegar em casa, você encontra uma nota de cem reais dentro de um envelope. Uma empresa da qual é cliente lhe presenteia com o dinheiro e um bilhete dizendo: “Parabéns consumidor, você merece essa premiação!“. É tão inacreditável quanto a união de mais de uma dúzia de atores globais na produção de um vídeo para a defesa de uma causa ambiental. Lembra o velho ditado que diz que “quando a esmola é demais o santo desconfia”. Por isso, inúmeros internautas ficaram desconfiados depois que É a gota d’água +10 foi divulgado. Um vídeo como este precisa de roteiro, preparação, ensaio. Dá muito trabalho e exige uma equipe preparada. Houve um grande investimento na construção dessa campanha para lucro nenhum?

24 de nov de 2011

O espetáculo da mídia

Por Paloma Batista

O mundo organizado em manchetes. Personagens escolhidos a dedo que interagem entre si à medida que a trama da atualidade é apresentada aos leitores. Assim é qualquer capa de jornal, portal online de notícias ou telejornal: um espetáculo a se desenrolar na frente dos espectadores. A mídia jornalística, por natureza, espetaculariza a informação.

16 de nov de 2011

A ética na era da tecnologia

Por Johnatan Reis
Em novembro a Faculdade de Comunicação da UnB celebrou os 100 Anos de McLuhan, teórico que teve como preocupação entender as relações entre comunicação e tecnologia. Sem saber, ele criou a base para reflexões sobre internet, televisão digital e outras tecnologias mediáticas que viabilizam, de uma forma ou de outra, possibilidade de interatividade com o espectador.

2 de nov de 2011

Vale tudo pela audiência?

Por Lucas Corrales
Conhecido como Olimpíada das Américas, a 16ª edição dos Jogos Pan-Americanos encerrou-se no último domingo. O evento, realizado na cidade mexicana de Guadalajara, contou com a participação de cerca de seis mil atletas, divididos em 42 delegações. Além do interesse que competições esportivas de grande porte naturalmente despertam, aqueles que debatem a mídia tiveram mais um motivo para acompanhar de perto os jogos. Apenas a Rede Record deteve os direitos de transmissão televisiva do Pan, e não os dividiu nem mesmo com as tradicionais emissoras de TV fechada, como ESPN e SporTV. A única alternativa à cobertura do canal do bispo Edir Macedo foi a internet, pelo portal Terra.

28 de out de 2011

A influência da internet nas mobilizações sociais

Por Camila Curado
A Marcha Contra a Corrupção teve sua primeira edição em sete de setembro desse ano. Uma mobilização que contou com 25 mil pessoas e chamou a atenção da mídia. Por mais que o assunto não fosse detalhado nas matérias dos jornais, ele esteve estampado nas manchetes.

25 de out de 2011

Cobertura dos Jogos Pan-Americanos 2011

Por Ramilla Rodrigues
Por tempos, nos acostumamos a acompanhar o Brasil nas competições esportivas a nível mundial e regional pela cobertura global. Competições de futebol são mais fáceis de lembrar, visto que é considerado o esporte nacional e paixão dos brasileiros, capaz de parar o país inteiro por 90 minutos.

Não temos propriamente uma cultura de acompanhar outros esportes. O vôlei masculino e feminino conquistou o público brasileiro graças a títulos em escala internacional. Esportes tradicionais no currículo escolar como o handebol e o basquete não têm o mesmo apelo que o futebol e o vôlei. O que dizer, então, de modalidades esportivas pouco conhecidas no Brasil?

Nesse sentido, a cobertura de jogos olímpicos e pan-americanos daria aos espectadores um conhecimento mais amplo, mesmo a título de curiosidade, do cenário esportivo. Não é o que ocorre. O brasileiro tem pouco costume de acompanhar esse tipo de competição. Daí podemos refletir a atuação da mídia e seu papel nesse costume.

24 de out de 2011

DiscurSOS da Mídia (24/10/2011)


17 de out de 2011

Queda do besteirol midiático

O programa Custe o Que Custar (CQC) é um programa humorístico brasileiro, exibido pela Rede Bandeirantes de Televisão (Band). Era apresentado por Marcelo Tas, Marco Luque e Rafinha Bastos, até que Rafinha Bastos fez uma piada que causou polêmica midiaticamente e na sociedade civil, o que resultou na sua demissão da emissora. Acompanhe o vídeo:
O SOS Imprensa esta semana colocou em pauta o caráter de tal piada e a repercussão que a mesma causou nos principais meios de comunicação. Alguns dos questionamentos feitos pelo projeto foram: até onde vai a barreira que separa o humor do repúdio? Será que existem limites para frases provocadoras?

11 de out de 2011

Onde está a honestidade?

Por Ingridy Peixoto
Ser honesto vale muito menos que solucionar problemas! Quando me fazem uma pergunta, dizer a verdade é a última possibilidade que me ocorre. Não foram poucas as vezes em que pensei comigo mesma sobre o que dizer, e poderia ter me saído muito bem dizendo a verdade. Quando fugi da réplica que deveria ser a mais óbvia, quase sempre foi para economizar trabalho. Se explicar demais cansa! E claro, é intrínseco ao ser humano parecer bom. Como você reagiria se alguém realmente respondesse ao automático como vai?
-        Olha só, fulano da portaria, não vou lá muito bem não. Minha filha agora inventou de ficar saindo sem avisar. As contas a gente não consegue pagar. E o menino anda mal de matemática, nem sei o que faço. Não bastasse isso, ontem mesmo percebi que não amo mais meu marido.
Coitado, tamanho seria o choque do pobre porteiro, só estava sendo cordial! Se ela falasse – Bem! E você? – o problema estaria solucionado. Então repito a pergunta feita por Noel Rosa já no título de uma de suas canções: “Onde está a honestidade?”
Ora, nesse mundo cheio de pequenas mentiras está o jornalista. Do compromisso com a verdade, objetividade e imparcialidade ele ao menos já ouviu falar, e muito!

9 de out de 2011

O lado negro da força

Por Ramilla Rodrigues
Há cerca de um mês a angolana Leila Lopes foi coroada Miss Universo 2011. Muitas polêmicas cercaram a eleição, algo normal quando se trata de um concurso de beleza. Porém as discussões não se restringiram apenas ao campo da justiça na escolha dos jurados.

Diversas manifestações foram vistas, em especial nas redes sociais, e algumas com tom pernicioso. A nova Miss Universo é negra, algo que despertou discussões que deveriam ser anacrônicas, mas vez ou outra mereceram reflexão.
Antes de rotular por racistas os comentários feitos pelos usuários da internet, inclusive brasileiros, vale a pena observar as referências estéticas, bem como os paradigmas que cercam a sociedade.

3 de out de 2011

Jornalismo, sangue e intelectualidade

Por Ingridy Peixoto

A Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília recebeu no dia 22 de setembro Carlos Chagas, jornalista e professor emérito da UnB. Chagas foi até a FAC em virtude do lançamento do livro Jornalistas-intelectuais no Brasil, do também professor Fábio Pereira. O ex-professor falou pouco da obra de Pereira, inclusive declarou-se contrário a essa prática, que segundo ele, pode roubar do leitor o conhecimento total do texto. Carlos Chagas, entretanto, elogiou a diferença que é feita no livro entre jornalista e escritor e aproveitou para usá-la como gancho na defesa do diploma de jornalismo para exercício da profissão. “Na universidade aquele que simplesmente nasce com o dom de escrever adquire conhecimentos organizados, necessários para desenvolver o culto à notícia”, defendeu.

28 de set de 2011

SOS IMPRENSA: 15 anos de extensão universitária

A Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília comemorou recentemente os 15 anos de fundação de um de seus projetos de “ação continuada”, o SOS-Imprensa, como ficou conhecida a pesquisa “Formas de Apoio aos Usuários da Imprensa”, transformada em atividade de extensão universitária, neste momento reunindo 25 alunos-participantes, entre bolsistas e voluntários.
Desde o seu início, em 1996, o SOS-Imprensa ganhou este nome por constatar que a imprensa frequentemente está diante de três situações de apelo: a primeira, quando o cidadão precisa do socorro da imprensa, mas não sabe exatamente com chegar até a mesma ou não sabe como ela funciona; a segunda, quando o cidadão precisa se defender da imprensa, quando é vítima de erros, abusos e danos por ela causados; e a terceira, quando é a própria instituição imprensa que precisa de socorro, em casos de ameaças diretas ou indiretas ao jornalismo ou aos profissionais e organizações que o praticam.

23 de set de 2011

A Serbian Film: a arte sem limites

Por Camila Curado

À arte cabe o papel de informar, denunciar e entreter. Ao Estado cabe a função de manter a ordem. Em que momento um pode interferir no outro? Essa questão não está esclarecida. O fato é que Um filme Sérvio – Terror sem limites trouxe o tema para debate, além de outras centenas de questionamentos. Qual atitude o governo deve tomar diante da arte sem pudor que ofende a integridade humana: censurar ou permitir?

A princípio, o filme foi um dos escolhidos para o RioFan – Festival Fantástico do Rio –, mas foi retirado pelo patrocinador, Caixa Econômica Federal, assim que souberam do conteúdo e após receberem ameaças de clientes. A exibição ficou por conta do cinema Odeon no Rio de Janeiro, no entanto a transmissão também foi vetada após o DEM entrar com ação contra a veiculação do filme. A Serbian Film tinha estreia nacional prevista para o dia 26 de agosto. Chegou a ser exibido em Porto Alegre e São Luís, mas foi proibido antes do lançamento nacional.

18 de set de 2011

Um país em construção. Para quem?

Na última sexta, 16 de setembro, o Brasil comemorou uma data simbólica importante, os mil dias para o início da Copa do Mundo de 2014. No Distrito Federal um grande evento marcou a ocasião, com shows de artistas nacionais renomados no estacionamento do futuro Estádio Nacional de Brasília, antigo Mané Garrincha.

Entretanto, as perguntas que ficam são: quem custeia tudo isso? E mais, há mesmo motivos para se comemorar? Para a primeira pergunta, uma resposta simples: nós, os cidadãos brasileiros! Enquanto a presidente Dilma faz uma verdadeira ‘faxina’ em seu governo – em quase nove meses cinco ministros de Estado caíram acusados de corrupção – os governos locais esbanjam ao gastar a verba pública numa verdadeira política de pão e circo, como se fazia antigamente pelos imperadores na Roma antiga.

11 de set de 2011

11 de setembro: a construção de mitos e ofuscamento de verdades


por Luana Luizy


Há dez anos a imagem de desmoronamento das torres gêmeas alardeava nossas casas e trazia ares apavorantes sobre o futuro.
A nova ordem mundial segregaria o mundo, como na guerra fria que houve a divisão entre comunistas e capitalistas, dessa vez seria entre ocidentais e orientais. Não seria por cortina de ferro, muro de Berlim, os novos muros além de simbólicos foram ideológicos e incitaram nada mais que o ódio racial entre povos e nações.
Por Martin Sutovec ( Eslováquia)
A imagem midiaticamente fabricada de terror e medo amedrontava todos os ingênuos servis do Estado, assim como a produção de um inimigo que todo ocidente deveria combater: o terrorismo.
O terrorismo foi ligado incontestavelmente ao mundo árabe, pessoas de fisionomia e sobrenomes árabes eram vítimas de perseguição, preconceito no ocidente, em prol unicamente da guerra contra o terrorismo.

Complexidade e ética

“A vida e o mundo não se cansam de mostrar que não cabem em uma pirâmide invertida”. A frase de Dimas Antônio Künsch suscita muitas questões. “Inútil arrochar o cinto do presente imediato, para tentar fazê-lo entrar, aos tapas e empurrões, na cela-forte do pensamento monocausal, determinista, e das técnicas e vícios que desse tipo de pensamento emergem e nele se sustentam”, continua o autor. O mundo é complexo, não existem explicações completamente objetivas, caminhos que não se bifurquem, nem garantias de aonde se dirigem.  Hoje em dia, no ritmo desenfreado em que a informação é produzida, veiculada e logo descartada, como conseguir fugir dos moldes gerados pelo imediatismo para assim poder aproximar o jornalismo do pensamento complexo?

9 de set de 2011

DiscurSOS da Mídia (09/09/11)



6 de set de 2011

Primavera Árabe

Desde meados de 2010, os países da África Setentrional são manchetes dos jornais do mundo todo. Primeiramente na Tunísia, depois no Egito, a onda de rebeliões contra os regimes pseudo-democráticos estendeu-se até as regiões do Oriente Médio.

31 de ago de 2011

Overdose de Amy

Amy Winehouse, uma vítima do seu tempo e de suas redes

Os médicos disseram que era impossível, mas ela conseguiu. Ela estava se empenhando muito em lidar com o alcoolismo e tinha acabado de completar três semanas de abstinência” – Mich Winehouse, pai de Amy, em entrevista à revista Rolling Stone.

A maioria dos tabloides, sites e veículos de comunicação noticiaram, no dia 23 de julho, a morte de Amy Winehouse como sendo por overdose. Os meios de comunicação julgaram o ocorrido com certa convicção. Porém, em uma primeira análise da pericia, não foi possível saber a causa da morte.

No turbilhão de informações – muitas perdidas e outras tantas equivocadas -, a opinião pública não precisou esperar pelo laudo oficial, o histórico da cantora era suficiente – e bem tentador – para embasar os pré-julgamentos. E assim foi. A causa de overdose virou uma verdadeira overdose não só nos noticiários, mas também nas redes sociais. Críticas, piadas de mau gosto e o juízo de valor equivocadamente antecipado sobre o caso demonstraram a grande falta de respeito com a cantora.

25 de ago de 2011

#Eusougay

Gay, gordo, negro, mulher, judeu, nordestino, asiáticos, jovem ou  idoso, o projeto Eu Sou Gay foi criado para você.

Cansada de Bolsonaro, orgulho hétero, intolerância e crimes de ódio, a jornalista Carol Almeida lançou o projeto Eu Sou Gay para reunir vozes e rostos de pessoas que já sofreram algum tipo de preconceito  ou repressão.

23 de ago de 2011

A linguagem que segrega

Esse texto não é uma crítica a uma pessoa, organização ou acontecimento específico que, por ventura, possa ter ocorrido recentemente. Antes de qualquer coisa é uma reflexão sobre o uso da linguagem feito pelos comunicadores, que podem segregar o público se não forem consideradas as realidades sociais e a falta de acesso de alguns a vocabulários um pouco mais complexos do que os usados diariamente.

Vito Giannotti, em seu livro Muralhas da Linguagem aborda o tema. Ele se remete à ideia de Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, e aplica à comunicação. Onde essa realidade pode ser identificada no uso da linguagem? O Brasil cria com suas particularidades um ambiente delicado para os profissionais de comunicação. O desafio de exercer a profissão de forma clara e em alto nível está posto.

22 de ago de 2011

Desafios do SOS Imprensa para o segundo semestre de 2011


Após um semestre de correção e reestruturação, o SOS Imprensa, projeto de extensão da Faculdade de Comunicação (FAC) que está comemorando 15 anos, volta das férias com a responsabilidade de manter sua produção baseada nos princípios éticos que guiam os profissionais de comunicação, e com a eficiência de quem deseja aprender mais a cada dia.

9 de ago de 2011

Mídia, mágoas e memórias

Por Luiz Martins da Silva em 08/08/2011 na edição 654 do Observatório da Imprensa

Uma das razões por ter criado na Universidade de Brasília, há cerca de 15 anos, um projeto que veio a ser apelidado de SOS-Imprensa – e que perdura, na forma de extensão – foi a freqüência com que pessoas vinham relatar frustrações quando de tentativas de ser ouvidas para darem sua versão dos fatos, especialmente quando se sentiam injuriadas, difamadas e caluniadas. Ou simplesmente para encontrar alguém disposto a emprestar uma orelha humanitária, sensível à dor de quem teve a imagem “queimada”.

Desde então, venho defendendo a ideia de que o Brasil precisa de uma instituição, simétrica ao que é o Conar para a publicidade, para servir de intermediação consensual de reparação de danos morais e, se for o caso, de danos materiais derivados da imprensa. Seria um dos Meios de Assegurar a Responsabilidade Social (MARS), no caso, aplicado à mídia brasileira.

Existem MARS no mundo inteiro, desde conselhos de comunicação ou de imprensa a uma modalidade recentemente criada no Uruguai, uma ouvidoria pública especializada, passando pela Press Complaints Commission, da Inglaterra, onde até os príncipes e celebridades vão se queixar e, não raro, obter indenizações. Cheguei a orientar bolsistas de iniciação científica e de extensão que aceitaram o desafio de imaginar como seria esse “Procon da mídia”, embora a possibilidade de vir a ser criado no Brasil um ente dessa natureza seja remotíssima, pois isso será imediatamente qualificado como a volta da censura.

1 de ago de 2011

Direito à Privacidade VERSUS direito à informação

Em fevereiro deste ano, a deputada federal do PC do B e jornalista formada pela PUC-RS, Manuela d’Avila, desarquivou o projeto de lei n° 3378/08, que pretende autorizar a publicação de biografias e obras audiovisuais referentes a personalidades públicas sem o seu consentimento, reacendendo a discussão entre o direito jornalístico de liberdade de imprensa e o direito à privacidade, que todo cidadão tem, garantido pela Constituição. O PL altera o artigo 20 da Lei n° 10.406 de 10/01/02 do Código Civil, que somente permite a publicação ou a utilização de imagens ou escritos de uma pessoa salvo se autorizados, ou se necessária à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública. Segundo o projeto, originalmente proposto pelo então deputado do PT e ex-ministro chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, é afirmado não ser necessária autorização para a divulgação de informações escritas ou gravadas com fins biográficos de pessoa com trajetória artística ou profissional ou esteja inserida em acontecimento de caráter público ou de interesse da coletividade.

22 de jul de 2011

DiscurSOS da Mídia (22/07/11)


17 de jul de 2011

Mídia que faz e desfaz mitos



Ontem (16) a Argentina caiu na Copa América, em casa, frente ao Uruguai. Pouco tempo depois da derrota nos pênaltis, os principais jornais latino-americanos estampavam em suas páginas principais o triunfo uruguaio e a decepção argentina.
Na página do Olé, o jornal esportivo mais lido da Argentina, a notícia sobre a derrota dos Hermanos possuía um sem número de comentários. E logo no Olé, conhecido por seu humor ácido e uma posição editorial de “tirar sarro” dos adversários (especialmente dos brasileiros), foi invadido por brasileiros, uruguaios, chilenos, mexicanos. Todos provocando os argentinos.

O desafio de ser sensacional sem o ismo

Fait Divers. Um jargão jornalístico francês com um importante significado para o campo da Comunicação, comumente associado à imprensa popular. O termo é usado para designar notícias diversas, “leves”, assuntos do cotidiano, geralmente com um toque de bizarro, do cômico, que despertam no leitor a curiosidade, o interesse, mas que não necessariamente têm muita relevância. Escândalos, catástrofes, casos de polícia, vida de celebridades e por aí vai. Esse recurso é eficaz em chamar atenção e entreter o público. É usual dos jornais populares que, para atingir a grande massa, que nem sempre acompanha a mídia tradicional e, para muitos, não é refinada culturalmente, adota esse modelo, com uma linguagem coloquial, de leitura rápida, e muitas imagens.

Pensar e fazer esse jornalismo para a maioria da população não é uma tarefa fácil. Essa perspectiva popular exige um constante balanço entre as forças que a rege. Nesse contexto, a linha entre fait divers e sensacionalismo tem se mostrado tênue. Na ânsia por seduzir e entreter, muitos jornais populares acabam pesando a mão e apresentando um produto de extremo mau gosto. Mas também podem ser interessantíssimos, principalmente em manchetes com sacadas oportunas e irônicas. Uma coisa é certa: são polêmicos. Questionamentos éticos e críticas estão sempre em voga quando se aborda o assunto na academia.

Independente de juízo de valor quanto aos diversos tipos de jornais populares que existem hoje no Brasil, uma coisa há de se reconhecer: o popularesco é de uma criatividade notória (tanto para o “bem” quanto para o “mal”). Separamos algumas capas de alguns dos mais famosos jornais populares do Brasil. Façam seus julgamentos... (veja em "mais informações" e clique nas imagens para ampliá-las)

15 de jul de 2011

Jornalismo em tempos de imagem. Criatividade e responsabilidade

Esta foto foi retirada do site: http://www.fashionbubbles.com

O século XXI consagra a imagem como protagonista. Aspectos sociais, econômicos e os mais diversos se adaptam ao uso desta técnica inventada ainda no pós-revolução industrial. O seu surgimento colocou-a como reprodutora da realidade, no entanto, ao tornar-se popular outros aspectos foram incorporados. E a noção estética e artísticas são um deles.

Hoje, no entanto, a imagem é técnica de vendas e atração para os produtos. E o jornal está neste rol. Nesta quarta-feira, dia 14/07. Dois jornais de grande circulação nacional utilizaram da criatividade aliada à imagem para anunciar o prêmio de um dos seus anunciantes.

DiscurSOS da Mídia (15/07/11)


8 de jul de 2011

2011 é ano de Copa




Ano de Copa do Mundo é assim. As ruas são enfeitadas de verde e amarelo; todo mundo dá palpite na escalação; escolas e instituições liberam alunos e funcionários para ver os jogos; e tudo – absolutamente tudo – que tem verde e amarelo tem seu preço nas alturas. Copa do Mundo é assim. Todo mundo tem orgulho de ser brasileiro (isso até a gente não cair frente uma França ou Holanda da vida).

Mas 2011 também é ano de Copa. De Copa? “Ah claro, de Copa América! Neymar tá jogando muito hein?”. Tá, é ano de Copa América. Mas também é ano de Copa do Mundo de Futebol. Lá na Alemanha. “Tá devagar, hein? Copa do Mundo na Alemanha foi em 2006!”. Sim, a Copa do Mundo de Futebol Masculino foi em 2006, na Alemanha. Esse ano a Alemanha é sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino.

Agora sim. Tudo ficou claro. Ou não. É Copa do Mundo. Cadê as ruas enfeitadas? Cadê o trânsito engarrafado de gente saindo do trabalho ou da escola para ver os jogos? E as pessoas vestidas de verde e amarelo? Onde está esse clima de Copa do Mundo?

6 de jul de 2011

Jornalismo e Ética das fontes

Por Luiz Martins da Silva

Existe um Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, como há códigos de ética nacionais e mundiais para sinalizar o decoro nas mais variadas categorias profissionais e humanas, mas está passando da hora de existir também um Código de Ética da Fonte Jornalística, pois a informação é um bem público e não uma arma a serviço de interesses, paixões, melindres, sabotagens e todo tipo de maus usos de expedientes que ao longo de séculos a democracia inventou, como é o caso da fonte jornalística.

A matéria de Veja, intitulada “Madraçal no Planalto”, teria tido o destino natural de uma reportagem do gênero “jornalismo investigativo”, que é a de funcionar como um instrumento de utilidade pública e de ser um serviço ao público, se não tivesse chegado ao extremo de um estilo que nos últimos anos tem caracterizado esse periódico, que é a editorialização dos fatos ou mesmo o enviezamento dos mesmos ao ponto do delírio.

5 de jul de 2011

A revista Veja e o mau jornalismo: agendar uma pauta e correr para confirmar*

Opinião publicada na edição 649 do site do Observatório da Imprensa
Por Luiz Gonzaga Motta* em 04/07/2011

Matéria publicada nas páginas 113 a 116 da edição desta semana da revista Veja (data de capa de 6/7/2011) sobre a atual gestão da Universidade de Brasília (UnB) é um atestado de mau jornalismo. Tipicamente, o ângulo da reportagem já havia sido determinado antes. O repórter só foi ao campus para confirmar aquilo que a direção editorial da revista já tinha decidido noticiar, independente de as afirmações corresponderem ou não ao que acontece na realidade.

Mais uma vez, infelizmente, a revista utiliza o seu poder editorial para adotar na reportagem uma posição política contra aqueles que não se coadunam com a sua ideologia. É lamentável impregnar falsamente a reportagem com a opinião da direção da revista, fingindo fazer jornalismo.

4 de jul de 2011

DiscurSOS da Mídia (04/07/11)


24 de jun de 2011

Era das Marchas e Informação?

Quatro de agosto de 1789, ruas parisienses em clima efervescente de rebelião popular, cenário de inflação que não acompanhava o aumento salarial. Os camponeses pregavam ódio aos nobres, atacando castelos, reivindicando igualdade de voto. Neste período Igreja e Estado possuíam privilégios absurdos em comparação ao terceiro estado, formado, sobretudo por camponeses que eram claro, a maioria avassaladora da população.

O período compreendido entre 1789 e 1845 foi nomeado como Era das Revoluções por Eric Hobsbawn. A Revolução Francesa foi precursora dos movimentos sociais deste período, ideais proclamados por ela, tais como: liberdade, igualdade e fraternidade serviram de inspiração para os movimentos seguintes. As promessas feitas pela classe burguesa serviram de mote para o levante operário.

DiscurSOS da Mídia (24/06/11)


21 de jun de 2011

Era do popularesco na televisão brasileira

Por Brunna Ribeiro

Certamente é impossível agradar a todos. Mas a televisão aberta brasileira consegue agradar alguém? A explicação para audiência de certos programas sensacionalistas e de baixa qualidade pode estar, infelizmente, na falta de incentivo à educação no Brasil. O analfabetismo e baixa escolaridade da população influenciam diretamente nos critérios de escolha da programação televisiva. A TV aberta, apesar de ser concessão pública, não assume a responsabilidade social que tem de promover cidadania, educar e informar corretamente a população. Apelo sexual, incitação à violência e até apologia ao crime são queixas dos próprios telespectadores em relação à programação diária.

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em parceria com entidades da sociedade civil, divulga a cada seis meses o ranking das denúncias de baixaria na televisão. Programas de cunho popularesco como Big Brother Brasil e Pânico na TV estão sempre no topo da lista. Emissoras com crise de audiência ou programação saturada tendem a usar apelação como saída, a exemplo da Rede Globo com Domingão do Faustão; a Rede Record traz Tudo É Possível e Programa do Gugu; a RedeTV, SuperPop. Programas assim não acrescentam em nada a cultura, pelo contrário, distorcem valores familiares e incitam má educação e desrespeito aos valores éticos.

20 de jun de 2011

Greve na Bahia paralisa aulas em Universidades Estaduais

60 mil alunos sem aulas há quase dois meses, governo se recusando a negociar, professores e alunos fazendo manifestações. Esse é o quadro das universidades estaduais da Bahia, as UEBAS. O estopim da greve foi o Decreto 12.538/2011 o qual congelava os salários dos professores até 2012 assinado pelo governador da Bahia, Jaques Wagner. A classe docente reivindica ainda a incorporação da gratificação CET (Condições Especiais de Trabalho) ao salário base, sem a restrição de quatro anos sem ganhos salariais para categoria.

A greve conta com apoio do movimento estudantil que reivindica melhoras na estrutura das universidades, mais investimentos nos cursos de extensão e laboratórios. Na UNEB – Universidade do Estado da Bahia, a maior do estado, no Campus III, localizado em Juazeiro, sertão do estado, são ministrados quatro cursos de graduação: Direito; Engenharia Agronômica; Pedagogia e Comunicação Social – Jornalismo em Multimeios. Ao todo são mais de 600 alunos sem aula há mais de 30 dias.

13 de jun de 2011

Os significados e a intenção na hora de informar

A língua possui várias vertentes. Mas nenhum de seus significados é usado sem intenção específica. A ideologia guia a humanidade e o uso que ela faz das ferramentas. Desta forma, a linguagem é utilizada para transmitir opiniões, mesmo que ocultas. E para os jornalistas não é diferente.

A recente polêmica que envolve esta questão é a divulgação do termo KIT-GAY em detrimento do correto que é KIT-ANTIHOMOFOBIA. A mídia sujeita a motivos de ordem maior, que não o compromisso de informar, usa desta estratégia para esvaziar o sentido sócio-político que possui o nome correto.

A Rede Record, para citar exemplo, divulga a forma incorreta. Para tanto sobram motivos. O principal é a relação entre a emissora e a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), representado pelo Bispo Edir Macedo, que se opõe as tentativas de democratização e de educação sobre diversidade.

Este fato não se resume ao uso de um nome. A abordagem parcial favoreceu a desinformação e o posicionamento contrário da população e das autoridades, como fez a presidente Dilma ao vetar o projeto. Outros jornais como a Folha de São Paulo e Correio Braziliense contribuíram, pois traziam na machete o termo pejorativo que alardeava a população ao invés de orientá-la e fomentar o debate.

Por fim, é comum ver casos como este. A mídia tem o poder e à população falta informação. A aliança entre as necessidades de mercado junto à formação, por vezes parca, diminui a nível crítico e ético do profissional.

7 de jun de 2011

Crise no governo Dilma?

O Brasil acompanha atentamente o caso que envolve o ex-ministro-chefe da casa civil, Antônio Palocci. Após denúncias de corrupção ainda no governo Lula, no caso conhecido como mensalão, o alto escalão do Partido dos Trabalhadores (PT) saiu de cena, retirando do cenário político lideranças históricas do partido, entre as quais José Dirceu e o próprio Palocci.

Alguns anos depois da divulgação do maior escândalo do governo Lula, o PT se reorganizou e entrou para a história do país ao eleger a primeira mulher para o cargo de Chefe do Estado brasileiro. Entretanto, ao assumir a presidência da nação, a presidente Dilma Rousseff trouxe para seu governo alguns dos nomes envolvidos no antigo escândalo. Entre eles Palocci, coordenador da campanha da então candidata à presidência.

Com uma postura firme, Dilma logo se mostrou diferente do ex-presidente Lula, ao por exemplo, suspender novos concursos públicos em 2011. Além disso, junto com o ministro da Fazenda Guido Mantega, anunciou um corte recorde de R$ 50 bilhões no orçamento do governo federal.

4 de jun de 2011

Particularidades da "Contestária"

por Laís Lara


A sociedade se transformava. A política permutava entre dois blocos econômicos. Constantes eram os golpes militares e jovens lutavam em prol da liberdade. Diante desse cenário de turbulência desencadeado pela Guerra Fria, era necessária uma voz que ecoasse as insatisfações da geração de 1960: Mafalda.

Idealizada e produzida por Quino, ou Joaquín Salvador Lavado, essa argentina conquistou públicos na América Latina, na Europa e até mesmo na Ásia. Qual seria o segredo para tal sucesso? Talvez a sapiência do autor ao mesclar a ironia política com o bom humor cotidiano – um remédio para o estresse.

Quem acompanhava a publicação de Mafalda no jornal El mundo ou quem, nos anos 2000, lê uma coletânea das tirinhas, não apenas desfruta a veia cômica dos diálogos, como (sobretudo) reflete acerca das particularidades da natureza humana. Cada personagem que compõe o mundo de Mafalda, por meio da sátira, metaforiza arquétipos humanos como o materialismo, a patriarcalismo e o ser político.

Se por um lado há Susanita, uma fofoqueira egoísta cujo único objetivo é se casar e desfrutar da maternidade, Mafalda gosta dos Beatles, questiona a política e acredita nos direitos humanos. O senso crítico dessa “Contestária”, como definiu Umberto Eco, não nasceu por obra do acaso, mas sim por um processo. Apenas por meio da observação dos costumes, da leitura de jornais, por escutar rádio e por ver televisão é que a Pequena encontrou “falhas”, “lacunas” e desigualdades no mundo em que vivia, podendo, então, intervir sobre ele.

Segundo Quino o lápis é uma linguagem, pois quem o maneja descobre coisas incríveis e passa a ter um olhar “esquinado” sobre a vida. Contudo, a repercussão de Mafalda ratifica que não só o produtor, mas também quem observa e as criações de um lápis adquire um relacionamento inquieto o viver.

Os argumentos de Mafalda transcenderam a limitação do tempo e do espaço, afinal, como expressam algumas das tirinhas, a burocracia continua lenta como uma tartaruga, o mundo segue doente e a desigualdade permanece. Deveras, além dessas conclusões, outras problemáticas que perturbam a paz civil no século XXI, podem ser inferidas quando se lê a “Cosntestária” da década de 60.


Sobre o humor... um breve parêntese

Todo jornalismo deveria valer-se do humor. Como primeira leitura, essa frase parece pedante e inadmissível, pois o jornalismo solicita dados e objetividade, não gracejos. Contudo, a fim de um texto jornalístico denunciar os abusos contra a sociedade (uma das funções que possui), ele precisa fazer uso de variados métodos linguísticos, afinal tanto as acusações como os públicos têm origens diversas. Eis o álibi do humor.

O cômico não reduz a credibilidade de um meio e tampouco demonstra parcialidade política (ou não deveria, pelo menos), antes mostra-se um caminho alternativo do gênero noticioso. A combinação entre desenho, cores, escrita e caricatura “quebra” a linearidade da diagramação, concedendo ao leitor a oportunidade de criticar o mundo por meio do sorriso.

Sejam charges, tiras, cartuns ou qualquer outra forma de ilustração, essa maneira de informar, segundo o cartunista Miguel Paiva, “revela o avesso das coisas, pois a função primordial do humor é denunciar as injustiças, as mentiras”.


Fontes:
http://www.mafalda.net/pt/index.php
As declarações de Miguel Paiva foram retiradas de uma entrevista que está disponível no endereço eletrônico http://www.youtube.com/watch?v=djXaMhl0VEM&feature=related

30 de mai de 2011

Mídia e Gênero, uma relação conturbada

Em tempos de mídias sociais e abertura ao público LGBT opressão e a violência rondam o cotidiano da população

Para falar sobre esta relação é necessário esclarecer o que é gênero. Este conceito surge na década de 70 e se refere à atuação social do sujeito. Segundo o qual ser homem ou ser mulher é decorrente de uma realização cultural. A expressão desta pode ser entendida como sexualidade, outro conceito. Este é mais amplo e se refere à prática do erotismo, desejo e afeto. A partir de então, é possível considerar que os indivíduos transitam entre as possibilidades existentes e que é necessário o respeito e compreensão da diversidade sexual.

Na televisão, sobretudo, assiste-se a reprodução de equívocos e estereótipos. Isto prejudica a afirmação social daqueles que destoam do padrão, por exemplo. E fortalece a crença de que todos são iguais. A fim de amenizar e até extirpar tal efeito a sociedade civil se organiza em grupos que lutam por direitos iguais e espaço nas mídias. Estes se destacam, principalmente, no twitter, orkut e facebook. Mídias 'livres' que potencializam maior difusão de ideias.

28 de mai de 2011

Brasil pode liberar acesso à informações públicas

Por Guilherme Pinheiro

Apesar de não aparecer nos jornais, o Brasil está prestes a dar um grande passo em direção à plena democracia. Tramita no senado o PL 41/2010, a Lei Geral de Acesso à Informação. Essa lei pretende garantir e regular o acesso a informações de interesse privado e coletivo, além de rever a classificação de documentos sigilosos, reduzindo o tempo para a liberação do conteúdo.

A lei, se aprovada, regulará o inciso XXXIII do parágrafo 5º da Constituição Federal – “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo”, até hoje sem efeitos por falta de regimento. O parágrafo 3º do artigo 37 e o parágrafo 2º do artigo 216, referentes à consulta de registros e informações sobre atos do governo, também serão abrangidos.

A TV Record e o jornalismo religioso

Muito tem se falado sobre o kit educativo anti-homofobia, elaborado pelo MEC com a ajuda dos segmentos LGBTTTs e que seria distribuído em escolas do nível médio, pelo programa Escola Sem Homofobia. Na última quarta-feira, 25 de maio, o kit foi enfim suspenso pela Presidenta Dilma, após a bancada evangélica transformar a aprovação do kit em moeda de troca com o governo, ameaçando parar a votação dos projetos caso o material não fosse vetado.(1)

A influência dos segmentos religiosos em assuntos de interesse público encontra ecos no meio jornalístico. A emissora de TV Record, que tem como principal financiadora a Igreja Universal do Reino de Deus, veiculou uma infeliz matéria, por meio do programa Domingo Espetacular, sobre o kit educativo. (2)

19 de mai de 2011

Discutam, mas não deixem que seus alunos saibam

Na semana que passou, alguns jornais bem conhecidos do grande público deram destaque à seguinte manchete: “Livro aprovado pelo MEC ensina português errado”. A pauta foi tão importante que mereceu um dos sempre (in)felizes comentários do jornalista Alexandre Garcia. “Se fosse apenas uma questão linguística, tudo bem, mas faz parte do currículo de quase meio milhão de alunos. E é abonado pelo Ministério da Educação. Na moda do politicamente correto, defende-se o endosso a falar errado para evitar o preconceito linguístico” – disse.
Com esse comentário ele demonstra não desconhecer que, faz muito tempo, o meio acadêmico debate a língua portuguesa e suas variantes, cogitando a possibilidade de transformar certas características da linguagem oral em regras da norma padrão escrita. No entanto, Alexandre minimiza o debate afirmando que é inadmissível que tais questões cheguem aos alunos.

5 de mai de 2011

Muito Além do Barcelona VS Real Madrid

As semifinais da Liga dos Campeões, principal competição de futebol europeu, foram o grande assunto do esporte no Velho Mundo, principalmente na Espanha, onde os principais times do país se enfrentaram diretamente. De um lado, o Barcelona, representado a Catalunha. Do outro, o Real Madrid, da capital. Uma rivalidade histórica, que ultrapassa as barreiras do esporte e atinge âmbitos políticos.

A Espanha, apesar de ser um Estado-nação consolidado, apresenta manifestações de cunho nacionalista ocorridos em seu território, tanto em questões separatistas (ETA – no País Basco) tanto em questões de autonomia (Catalunha).

1 de mai de 2011

"Banda Larga é um Direito Seu!"

As entidades: Coletivo Brasil de Comunicação Social, a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), a Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub), o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançaram nessa segunda feira, dia 25 de Abril, a campanha “Banda Larga é um Direito Seu!” para lutar para que o acesso à rede seja universalizado e defender a ideia de que a internet é um instrumento de efetivação de direitos fundamentais e desenvolvimento, além de espaço de expressão e manifestações culturais, e por isso deveria ser reconhecida como tal.

O evento foi realizado simultaneamente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Campo Grande, .as entidades divulgaram o manifesto com suas principais reivindicações para que o direito à Banda Larga se efetive no Brasil e convidou blogueiros, ativistas da cultura digital, entidades de defesa do consumidor, sindicatos e centrais sindicais, ONGs, coletivos e usuários a vigiarem os termos de implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que visa levar internet barata para 80% da população até 2014.

28 de abr de 2011

O Jornalista nas redes sociais: uma relação problemática


Por Davi de Castro




O jornalista é o profissional responsável por, entre outras coisas, apurar e produzir notícias diárias e, por vezes, emitir sua opinião sobre determinado tema. Dentro do veículo de comunicação, entende-se que o profissional deve seguir a linha editorial da empresa. Mas, jornalista também é humano e tem direito à vida pessoal e social. Logo, não apenas como ferramenta de trabalho, ele também utiliza as redes sociais – Twitter, Facebook e Orkut – como qualquer outro, espaços propícios para deixar a subjetividade fluir. No entanto, nos últimos meses vimos dezenas de profissionais sendo demitidos em razão de terem escrito algo nas redes sociais que desagradou os patrões.


No ano passado, o editor da revista National Geographic, Felipe Milanez, perdeu o emprego após ter criticado uma matéria da revista Veja no Twitter. Ambas as publicações são do Grupo Abril. Em março deste ano, foi a vez do editor-assistente de política da Folha, Alec Duarte, e a repórter do Agora SP, Carol Rocha. Os dois comentaram a morte do ex-vice-presidente José Alencar: "Nunca um obituário esteve tão pronto. É só apertar o botão”, disparou o editor da Folha. A repórter respondeu: "Mas na Folha.com nada ainda... esqueceram de apertar o botão. rs". Alec então lembrou de um erro do jornal, quando noticiou a morte do senador Romeu Tuma, em outubro de 2010. "Ah sim, a melhor orientação ever. O último a dar qualquer morte. É o preço por um erro gravíssimo." Apesar de não ter tido repercussão e os dois perfis dos jornalistas não os identificarem de qual veículo eram, o Grupo Folha os demitiu. E agora, surge a questão: usar ou não as redes sociais? Até que ponto emitir uma opinião? Quais cuidados deve-se ter?

27 de abr de 2011

24 de abr de 2011

Palestra de representante da UNESCO traz à tona antiga discussão

Na última segunda-feira (18) a Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília recebeu a palestra Regulação para o pluralismo e a diversidade da e na mídia do diretor do setor de comunicação da UNESCO, Guilherme Canela. O tema da apresentação foi a discussão dos limites da dicotomia: liberdade de expressão versus liberdade de imprensa, mostrando o papel dessa organização a nível internacional na área. Um de seus focos é garantir o direito à liberdade de expressão de todos os indivíduos, segundo o artigo 19 da Declaração dos Direitos Humanos em que todo homem tem direito a ter opiniões, procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios. Ela atua de diferentes formas dependendo do contexto. Na África do Sul, por exemplo, o objetivo é diminuir o papel censório do Estado, enquanto na América Latina é garantir a pluralidade dos veículos midiáticos.

A UNESCO propõe uma política geral de regulação dos meios de radiodifusão. Entretanto, é da responsabilidade de cada país a forma como ela será colocada em prática. O Brasil está longe de ser um exemplo a ser seguido. Somente agora o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) começou a utilizar os indicadores recomendados pela UNESCO para avaliar o desenvolvimento da mídia nacional, entre eles, a avaliação dos profissionais e sistema de capacitação além do acesso, conteúdo e papel do Estado como regulador. Ainda nos falta uma agência reguladora independente para que abusos e constrangimentos sejam evitados na imprensa, como foi o triste caso das mortes na escola Tasso da Silveira, em Realengo. Neste episódio, foi ferido o Instituto da Criança e do Adolescente bem como a regulação da UNESCO no que diz respeito à proteção ao desenvolvimento integral das crianças e adolescentes. Quando expostas em momentos impróprios e interrogadas em rede nacional após a tragédia nacional, seria necessária uma ação no judiciário para que fossem protegidas. Isto está fora dos padrões internacionais.

23 de abr de 2011

Bolsonaro: o retrato do conservadorismo no Brasil

Tida como comportamento natural na antiguidade até ao antinatural na sociedade contemporânea, a homossexualidade tem sido motivo de debate. O movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) enfrenta obstáculos para reconhecimento judicial e legal no Brasil, onde a lei da homossexualidade é ainda, muito atrasada, data de 1985 quando o Conselho Federal de Psicologia deixa de considerar a homossexualidade como um desvio sexual.

Na antiguidade, mais precisamente Grécia e Roma era normal um homem adulto na faixa de 30 anos ter relações sexuais com o mais jovem, como uma forma de obter conhecimento e virtudes. Era gratificante para a família do mais moço que seu filho conseguisse um mestre de prestígio para ascensão social, nesse período a palavra homossexualismo nem ao menos existia, tal prática era denominada como pederastia que significa “menino” “amar”.

Nas últimas semanas a declaração do deputado Jair Bolsonaro do Partido Progressista teve muita repercussão midiática, questionado pela cantora Preta Gil sobre sua reação caso um filho seu namorasse uma negra, Bolsonaro afirmou: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu”.

22 de abr de 2011

Direito de acessar

“Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de ter opiniões sem sofrer interferência e de procurar, receber e divulgar informações e idéias por quaisquer meios e independentemente por fronteiras.” (Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigo 19)

            É nesse espírito que alguns setores e ONGs do país estão à espera da aprovação da Lei de Acesso à Informação, pelo Congresso. A Lei que deverá prevalecer no Brasil classifica os documentos da seguinte forma:
  •       Reservado (inacessível por 5 anos)
  •       Secreto (inacessível por 15 anos)
  •       Ultrasecreto (inacessível por 25 anos, renováveis por uma vez em mesmo período.)
            Espera-se que a Presidente Dilma Rousseff sancione a nova Lei no dia Internacional de Liberdade da Imprensa (3 de Maio). Este assunto mobiliza todos os países, uma vez que atualmente, em 90 países, existem leis que regulamentam a informação livre.

14 de abr de 2011

Equívocos, abusos e a cobertura de tragédias.

A mídia, novamente, se depara com seus limites expostos. Notícia ou espetáculo? Resta a dúvida, ou melhor, sobram olhares vazios de crítica, compromisso; cheios de preconceitos e sedentos por audiência. É este o perfil das coberturas de tragédias. E parece não haver limites quando o objetivo é ganhar mais público. Nem a dor das famílias, nem a inocência dos atingidos. Nada é capaz de frear a ganância dos meios de comunicação.

A tragédia ocorrida na escola do Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, é alvo certo  destes profissionais. E são eles os que, por vezes, confundem os limites entre o que realmente o público deve saber e o que é desnecessário. Na cobertura do caso citado, Carlos Brickmann, em artigo para o Observatório da Imprensa, notou em alguns momentos a manifestação contra ateus, homossexuais, soropositivos, nerds, muçulmanos fundamentalistas e pastores evangélicos que teriam influenciado o assassino com seu fundamentalismo bíblico. O que evidencia o despreparo para analisar de forma clara e coerente tais acontecimento. 

12 de abr de 2011

UnB: um longo caminho para a reconstrução

É indescritível o sentimento dos estudantes da UnB para com os acontecimentos de domingo passado. A forte chuva que caiu na Asa Norte na tarde do dia 10 além de derrubar árvores pelas quadras deixou a Universidade de Brasília embaixo d’água. Segundo a Defesa Civil a necessidade de expansão da rede pluvial do Distrito Federal é eminente. Um funcionário à reportagem do Correio Brasiliense citou como agravantes uma obra perto do local, que dificulta o escoamento da água e a grama, cortada recentemente que pode ter entupido canos.

As redes sociais tiveram papel fundamental na divulgação de notícias sobre os estragos na estrutura da universidade. A todo instante, vídeos e fotos do ocorrido eram postados pelos próprios estudantes via Facebook e Twitter – destacando o trabalho do Diretório Central dos Estudantes (DCE) que aproveitou para convocar a comunidade a participar do Conselho de Entidades de Base (CEB) que aconteceu ontem ao meio dia no Teatro de Arena. Esse teve como pauta discutir junto aos Centros Acadêmicos soluções viáveis para a reconstrução da UnB e convocá-los para o protesto que haverá na quarta-feira contra o corte de 10% na educação pelo governo.

Retomada de atividades para o 1°/2011

Por Jorge Macedo, coordenador discente do projeto

O SOS Imprensa retomou suas atividades de produção na semana passada. Neste semestre, o grupo cresceu e somos 15 integrantes. Em nosso primeiro encontro, decidimos a rotina de produção para o semestre.

Com a reformulação do blog, iremos publicar textos semanais com assuntos ligados à comunicação. Nosso impresso agora será mensal, e iniciamos uma parceria com professores da Faculdade de Comunicação onde teremos um programa de WebTV semanal, veiculado através de um canal no YouTube.

Nossas reuniões estão mantidas como antes, todas as sextas-feiras, às 12h na sala 02 da FAC. Se você se interessa pela leitura crítica dos meios de comunicação, junte-se a nós! Um abraço, até mais.

10 de abr de 2011

SOS IMPRENSA convida: recepção de boas vindas aos calouros

Está programada para esta segunda ao 12h um passeio pela Faculdade de Comunicação em parceria do SOS e CACOM com os calouros. O tour faz parte da semana de boas vindas, mais atividades acontecem durante a semana.

Atualização: Devido ao alagamento hoje na UnB e à interdição do Instituto Central de Ciências até, no mínimo, amanhã, a recepção aos calouros está suspensa.

24 de jan de 2011

SOS IMPRENSA CONVIDA: Discussão sobre a Cobertura da Mídia na Universidade de Brasília

O projeto de extensão SOS Imprensa convida a todos os interessados para participarem do debate sobre a repercussão da Universidade de Brasília (UnB) na mídia e como a UnB vem sendo pautada atualmente pelos meios de comunicação.

Presenças confirmadas:
● Mediador: Luiz Martins da Silva (professor - FAC/UnB)
● Ana Beatriz Magno (secretária executiva - SECOM/UnB)
● Paulo César Marques da Silva (Prefeito dos Campi - UnB)
● Representante do Centro Acadêmico de Geologia (CAGEO)

Presenças a confirmar:
● José Geraldo de Sousa Junior (Reitor - UnB)
● Representante da Rede Globo

Data: Quarta-feira (26 de janeiro), às 9h30
Local: Auditório da FAC (Faculdade de Comunicação) ICC Norte, Prédio A, Subsolo.

15 de jan de 2011

Gravação de programa da TV Brasil: TV no Brasil nos últimos dez anos e perspectivas para o futuro

A TV Brasil (por meio da produção do programa semanal Ver TV) está convidando estudantes de Comunicação e todos os interessados para gravar um programa no auditório da TV Câmara, com o tema: TV no Brasil nos últimos dez anos e perspectivas para o futuro. Os estudantes comporão o auditório, e assistirão ao debate mediado pelo jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, com a presença de mais três jornalistas.

O programa será gravado no dia 10 de fevereiro, uma quinta-feira, às 15h.

Precisamos saber quantos estudantes se interessam pela gravação, para reservarmos os lugares para a UnB. Para confirmar sua presença, ou para maiores detalhes, entre em contato conosco através do email sosimprensa@gmail.com ou nos comentários.

Veja mais na página do Ver TV: http://www.tvbrasil.org.br/vertv/

13 de jan de 2011

SOS IMPRENSA inicia 2011 com intensa programação

O hiato durante as festas de Natal e Ano Novo não desanimou os projetos de extensão da Faculdade de Comunicação. Eles voltaram do recesso prosseguindo com a programação neste finalzinho de semestre.

O S.O.S. Imprensa, projeto de extensão da FAC coordenado pelos professores Luiz Martins e Fernando Paulino, preparou três debates sobre temas contextualizados e interessantes ligados às mais diversas áreas da mídia.

Segue a programação para Janeiro 2011, sendo que todas atividades serão na Sala 05 da FAC, ICC Norte, térreo:

História e Cinema (10/Jan/2011 às 14h)
A representação de fatos históricos e personagens no cinema. É papel do cineasta ser fiel à História? E no processo de criação é possível retratar personagens históricos sem distorcê-los ou apresentar outras conotações.

Wikileaks (19/Jan/2011 às 16h)
O polêmico site criado por Julian Assange e os desdobramentos que chamaram a atenção da mídia e de cidadãos de todo o mundo. São informações confiáveis? É ético ou as relações internacionais são de interesse público e portanto podem ser abertas?

Dubladores: Vozes sem Rosto (25/Jan/2011 às 16h)
As vozes de personagens marcantes em sua versão dublada causam grande identificação com o público. Porém, aqui no Brasil, os dubladores raramente são creditados e até mesmo, são anônimos.

Essas e muitas outras questões serão levantandas durante os debates. É muito importante a participação dos estudantes, bem como da comunidade acadêmica como um todo. Afinal, a mídia é quase onipresente em nossa sociedade e um canal que permite a interação com boa parte dos acontecimentos mais relevantes.

Local: todas as atividades acima serão realizadas na Sala 05, FAC, ICC Norte, Térreo.

Participe!